viagem
viagem


este é um blog de ficção.
eu não existo, é claro.
nada se deu assim.
e o que na sua vida aconteceu mesmo, o que foi só esperança, autocondescendência ou engano?
contemos o conto com todas as distorções de direito.
mas esqueça os clichês.
não caia na tentação de entender.
o roteiro é óbvio, o caminho é batido.
mas sabe? as surpresas pegam nas curvas.



comentários

desenhos

mais desenhos


viajando no tempo

<< atual
dezembro 2005
agosto 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
janeiro 2005
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
fevereiro 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003


viajando por outras bandas

nobody here

pianographique

sodaplay

lebonze

hipo-hernia

bembo zoo

lonely planet


viajando por aqui

bric-a-brac

conga-conga-conga

velotrol

02 neurônio

ciberarte

animamundi

doutromundo

porta curtas

pepa filmes

no mínimo

revista caros amigos

buzzine


viajando sempre

filmes

mp3


viajando na esperança

forum social mundial

CMI Brasil

baderna

rizoma

cecca

attac

espiral

antiglobalización

adbusters

disinformation

guerrilla girls

motivados

colectivo m31

el transmisor

pórtico luna

ciudadano.net


viajando pelo Rio



Praia do Arpoador, Rio de Janeiro, Brasil - foto de Manuel Rama Terra, 1998


dando uma maõzinha na estrada

SUIPA- Sociedade União Internacional Protetora dos Animais

WWF- World Wildlife Fund

Greenpeace Brasil

Médicos Sem Fronteiras




o que se leva desta vida é a vida que se leva































quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Maíta e Gauguin são praticamente um casal. Tirando o fato de que ela é mula e ele cachorro, no mais são muito parecidos e comungam dos mesmos ideais e crenças, inclusive a de que são os verdadeiros donos da casa. (E talvez sejam, por direito de usucapião, já que passamos parte do tempo nos ares. Mas não podemos nos esquecer dos gatos Tica e Teco, donos da parte interna por direito de ocupação).
E observando o fato de que somos também um casal misto de gaivota e leão-marinho-voador - e tudo o mais nos une, resolvemos festejar o ano que se inicia com uma cerimônia de casamento coletivo (o que não implica em sexo com animais, bem entendido).
Enfeitamos a casa com hibiscos vermelhos e estrelas do mar, catamos na despensa as guloseimas para um banquete tropical e nos fantasiamos de noivos com os objetos e tecidos disponíveis, e diante da lua juramos amor eterno. Diante do sol também, pra não desequilibrar.
E hoje, diante dos raios e trovões de Iansã, juramos que a eternidade é agora e não vamos desperdiçar nem um minuto das nossas vidas. Você sabe, até as ilhas paradisíacas afundam.


        


(Ah, crianças: não tentem nos imitar sem a supervisão de um adulto, a falta de criatividade pode lhes ser fatal.)


Você pode não acreditar, por causa de todo esse clima de férias, mas tenho trabalhado mais que a Maíta. E mesmo gostando muito do que ando fazendo, tem dias que acho que toda a energia escapou por um furinho não localizado, e só esta vida insular animada me ajuda a levantar.
O resultado mais imediato da fadiga é uma certa aversão pelo computador no tempo de lazer. Parei mesmo.
Só vejo o indispensável e recuso convites. Mas quando estou na minha sede copacabanense, no meio do tumulto megalopolitano que ironicamente chamam de civilização, o computador me parece um refúgio de paz, tranqüilidade e ficção, como aquelas diversões futuristas onanistas dos filmes antigos. E volto aqui para dizer que não voltarei mais, mas você sabe que não é verdade.

Então, até um dia.


Hilda     18:19     comentários


This page is powered by Blogger.